Muitíssimas, Variadíssimas e Desavergonhadíssimas

por Bernardo Silveira de Alvarenga

Lembram-se das viagens-fantasma desavergonhadamente praticadas pelos nossos amados, adorados e mui respeitados deputados do Paralamento que temos para meterem umas patacas ao bolso?  Lembram-se da Dona Branca? A “Banqueira do Povo”, uma simpática velhinha vigarista de prateados cabelos que pagava juros de dez por cento com o dinheiro que os novos depositantes lhe confiavam usando o famoso Esquema de Ponzi que funcionando em leque mais tarde ou mais cedo dá um estoiro do tamanho das casas e adeus capital e juros vai tudo de enxurrada e ninguém mais lhe vê a cor das notas de mil? Lembram-se do famosíssimo programa da RTP (“Pirâmide”) para captar dinheiro para ajudar os tadinhos dos pobrezinhos que desapareceu como fumo no ar e foi direto e sem escala para o bolso dos malandrecos que se queriam passar por gente de bem? Talvez alguns Leitores mais idosos recordem a célebre burla do “Banco Angola e Metrópole” congeminado pelo Alves dos Reis que inundou o país com notas de quinhentos escudos impressas em Inglaterra pela mesma entidade que legalmente as fabricava para o Banco de Portugal infelizmente sem a cobertura ouro que lhes garantia o valor para serem boas e poderem entrar em circulação? Possivelmente todos estes casos de polícia e todos quantos puseram em marcha estas e outras ideias maravilhosas para enganar o seu semelhante já estejam esquecidas e diluídas na poeira dos tempos. Mas de absoluta certeza não há cão nem gato que agora não saiba quem é Paula Brito e Costa, uma benemérita que fundou uma notável e necessária organização para ajudar os doentes com doenças raras e, como ensinam os mandamentos da rapinança, sem vergonha na cara, começou por se ajudar a si mesma sacando o mais que podia dos milhões que o Estado e beneméritos de bom coração insuflavam na Instituição de Solidariedade Social que a excelsa senhora dirigia e dá pelo nome de “Raríssimas” uma burla que todas as noites alimenta os telejornais cá do burgo porque, nesse impune e lamentável imbrógli cadacavadela sua minhoca.

A A A A DONA BRANCA FOTO RUI OCHÔA EXPRESSO 31 MAIO 2017 REF mw-860

Dona Branca acabando presa em Fevereiro e 1988 depois de descoberta a burla do Banco Doméstico que havia engendrado e com que prejudicou milhares de incautos que lhe confiaram as suas poupanças na mira de juros altíssimos que acabaria por não pagar por ter ido à falência FOTO: Rui Ochôa  –  Expresso 20170531  –  Google Images 20171216

Lembram-se das viagens-fantasma desavergonhadamente praticadas pelos nossos amados, adorados e mui respeitados deputados do Paralamento que temos para meterem umas patacas ao bolso?  Lembram-se da Dona Branca? A “Banqueira do Povo”, uma simpática velhinha vigarista de prateados cabelos que pagava juros de dez por cento com o dinheiro que os novos depositantes lhe confiavam usando o famoso Esquema de Ponzi que funcionando em leque mais tarde ou mais cedo dá um estoiro do tamanho das casas e adeus capital e juros vai tudo de enxurrada e ninguém mais lhe vê a cor das notas de mil? Lembram-se do famosíssimo programa da RTP (“Pirâmide”) para captar dinheiro para ajudar os tadinhos dos pobrezinhos que desapareceu como fumo no ar e foi direto e sem escala para o bolso dos malandrecos que se queriam passar por gente de bem? Talvez alguns Leitores mais idosos recordem a célebre burla do “Banco Angola e Metrópole” congeminado pelo Alves dos Reis que inundou o país com notas de quinhentos escudos impressas em Inglaterra pela mesma entidade que legalmente as fabricava para o Banco de Portugal infelizmente sem a cobertura ouro que lhes garantia o valor para serem boas e poderem entrar em circulação? Possivelmente todos estes casos de polícia e todos quantos puseram em marcha estas e outras ideias maravilhosas para enganar o seu semelhante já estejam esquecidas e diluídas na poeira dos tempos. Mas de absoluta certeza não há cão nem gato que agora não saiba quem é Paula Brito e Costa, uma benemérita que fundou uma notável e necessária organização para ajudar os doentes com doenças raras e, como ensinam os maléficos Mandamentos da Rapinança, sem vergonha na cara, começou por se ajudar a si mesma sacando o mais que podia dos milhões que o Estado e beneméritos de bom coração insuflavam na Instituição de Solidariedade Social que a excelsa senhora dirigia e dá pelo nome de “Raríssimas” uma burla que todas as noites alimenta os telejornais cá do burgo porque, nesse impune e lamentável imbróglio, cavadela sua minhoca.

A A A BES SEDE FOTO WWW CULTURALUSA NET GOOLE IMAGES REF 20171217Vem ao BES e compra títulos falidos que não valem o custo do impresso em que os clientes autorizavam a fraudulenta operação bancária. FOTO: http://www.culturalusa.net  –  Google Images 20171216

Pessoalmente já nada me provoca admiração, raiva ou asco, porque Madoffs e Donas Brancas, Deputados vigaristas e Paulas Raríssimas é gado que não falta neste Mundo que habitamos, gentinha do Mal que vive à grande e à francesa com esquemas do conto do vigário melhor ou pior arquitetados para levarem vida de nababos intrujando cidadãos crédulos que acreditaram nas patranhas que lhes impingiam para muitas vezes lhes sacarem o produto das poupanças feitas à custa de muito trabalho e privações de toda a natureza e feitio. Que o digam os espoliados do antigamente conceituado “Banco Espírito Santo” a quem venderam gato por lebre aos balcões duma instituição que parecia sólida, honesta, impecável e acima de qualquer suspeita.

AAA Carro velho FOTO www.dgabc.com.br REF 2794990Depois de pintadinhos e puxado o lustro ficam como novos para enganarem os incautos que caiem nas mãos de vendedores sem escrupulos em standas que deviam ser encerrados.   FOTO:  http://www.dgabc.com.br  –  Google Images Ref 2794990

Não é por acaso o ensinamento que nos diz que “os Filhos das Trevas por vezes são mais prudentes que os Filhos da Luz” e que na Judiciária se encontrem arquivados centenas de processos de queixosos que compraram a máquina de imprimir notas de mil escudos que funcionava maravilhosamente na mão do vigarista, mas que mal chegados a casa o papel só saía em branco. Ou num patamar mais doce dos stands que vendem carros em segunda mão do tipo “veja lá este que só tem vinte mil quilómetros porque era duma senhora que apenas o usava para ir a Sintra ver a filha aos fins de semana…”, quando na realidade o conta-quilómetros tinha sido adulterado e já tinha de estrada mais de cem mil e dois choques disfarçados com pintura nova e muita cera de polir para brilharem sob a luzes fortes dirigidas com esmero que desfazerem qualquer dúvida que o cliente inocente pudesse ainda ter.

A A A vieira_da_silva_paula_brito_costa FOTO WWW.OINSURGENTE.ORGTalvez a actual Directora-geral da “Raríssimas” ainda esteja sorrindo já o ministro Vieira da Silva já esteja arrependido dos maus velhos tempos em que eram amigos bem chegados como se comprova na fotografia e se  deixavam fotografar juntos exibindo laços de amizade que duma certa maneira facilitavam o esquema fraudulento da ex-presidente cuja gestão danosa começa agora a ser descoberta a conta-gotas pela Comunicação Social a quem se deve a descoberta das várias falcatruas praticadas e anteriormente comunicadas ao governo por ex-funcionários que se demitiram por não quererem ser cúmplices dos crimes praticado sem que a tutela tivesse tomado as necessárias providências com carácter de urgência que o caso merecia.  FOTO:  http://www.oinsurgente.org  –  Google Images 20171212

Mas algo de novo nasceu com este affaire da “Raríssimas”. É o descaramento da gestora sob quem pairam suspeitas de gravíssimos actos danosos que prejudicaram crianças nascidas com doenças raras que obrigam a cuidados muito especiais que se permite declarar publicamente que os vestidos de luxo que comprava com o dinheiro que desviava da instituição a seu cargo eram para se apresentar bem nos actos públicos decorrentes da função que desempenhava. E que o automóvel em que se deslocava no seu dia a dia tinha que ser topo e gama pago com as verbas destinadas ao tratamento dos pobres doentes que estavam ao seu cuidado e não tinha escrúpulos em defraudar. Só faltou exigir um Rolls-Royce como o da rainha de Inglaterra…

Mas algo de novo nasceu com este affaire da “Raríssimas”. É o descaramento das viagens oferecidas a políticos da área do actual governo da Geringonça, ao Brasil, à Noruega, tudo pago com o subsídios vindos dos nossos esmifrados impostos, compadrios com esta e com aquele, governantes que acumulavam funções oficiais com uns biscates na “Raríssimas” para ganharem uns trocados por fora ou o ministro da pasta que tutelava essa instituição ser ao mesmo tempo presidente da Assembleia Geral onde se discutiam e aprovavam as contas adulteradas sem que nunca tivesse visto nada, tivesse ouvido alguma coisa ou estranhasse os ilícitos da presidente já denunciados por antigos funcionários honestos que a seu tempo explicaram as fraudes em curso sem que quem devia investigar tivesse ficados surdo, cego e mudo face ao rol de vigarices em curso sem que algum responsável tivesse mexido uma palha para dizer “BASTA” porque tudo aquilo já cheirava mal.A A A Paula e ministro sorrindo foto WWW.TVI24.IOL.PT

Será um anúncio a uma marca de pasta de dentes? Será uma foto souvenir de alguns bons momentos passados? Será um atestado de que tudo corria sobre rodas na instituição que o ministro tutelava e nenhum mal lhe chegou aos ouvidos? Mistérios que, esperamos, a Procuradoria-Geral da República consiga desscobrir antes que os crimes prescrevam e fique tudo em águas de bacalhau ou até vá a tribunal para a delinquente sair sorrindo e exibindo a alegria de lhe aplicarem uma pena suspensa como é uso e costume onde quem prevarica só tem o incómodo de se sentar no banco dos reéus antes de se sentar na confortável cadeira dum restaurante de luxo para degustar uma lagosta cinco estrelas paga com o dinheiro que acumulou sacado durante anos de instituições alimentadas a pão de ló com subsídios pagos com os nossos impostos.  FOTO:  http://www.tvi24.iol.pt  –  Google Images Ref 20171216

Na data em que escrevo (17 de Dezembro) e com os poucos dados que publicamente estão disponíveis o senhora Paula Brito e Costa, acossada pela pressão social de a tramoia ter sido descoberta e AGORA estar sob o fogo de inspeções tardias, decidiu pedir a demissão do cargo de presidente da “Raríssimas”, mas continua a exercer as mesmas funções sob a capa de ser “Directora-geral” estando de posse do livro de cheques que lhe permitirá sacar da conta bancária da “Raríssimas” todo o dinheiro que lhe der na realíssima gana. Como é possível que se chegue a um tal estado de descarada impunidade e nada se faça para travar quem julga que é senhora e dona duma Instituição de Solidariedade Social podendo dispor a seu bel prazer de dinheiros públicos como se fossem seus por direito próprio e ganhos com o suor do seu rosto!!?!!

Como é natural várias entidades beneméritas, empresas e particulares, que ajudavam a manter a “Raríssimas” já fecharam a torneira das dádivas perante o descrédito duma administração mafiosa que ao longo de vários anos roubou importantes quantias sem que ninguém notasse os desmandos da presidente que transformou a instituição como um couto privado onde empregou o marido e o filho chegando ao descaramento de publicamente anunciar que seria este, por enquanto estudante, quem a iria substituir na presidência quando ela se reformasse, uma espécie de príncipe herdeiro do trono como se duma monarquia a “Raríssimas” se tratasse.

SOLIDARIEDADE WWW.DIARIONEWS.BR REF 945225231941

SOLIDARIEDADE. Há que saber separar o trigo do joio porque nem tudo é canalha no meio do povo esforçado e honesto que somos onde milhares e milhares de voluntários dão as mãos para ajudar quem precisa trabalhando não com o cérebro para usarem esquemas perversos para roubarem dinheiros que lhes não pertencem, MAS que trabalham com o coração nas mãos para ajudarem quem precisa não só de pão para a boca, mas tantas vezes duma palavra amiga dita no momento certo quando o desespero se instala e a falta de esperança envenena a alma dos infelizes a quem a sorte abandonou. Castigue-se com todo o peso da Lei quem prevarica roubando. Louve-se e esbanjemos mais do que merecidos  aplausos a quem retira dos seus tempos livres horas de ouro duma SOLIDADRIEDADE que transforma lágrimas em sorrisos sem nada pedir em troca.  FOTO: http://www.diarionews.br  –  Google Images Ref 20171217

Talvez a nosso ver muito mais grave, para além da roubalheira desmascarada, é o descrédito que se espalhará como uma mancha de óleo sobre as centenas de IPSS levando quem para elas particularmente contribui a formular a legítima dúvida se estará a auxiliar uma obra meritoriamente séria ou mais uma qualquer “Raríssimas” sem rei nem roque onde os donativos sejam roubados por gente sem escrúpulos e sem vergonha na cara. Claro que nem todas as pessoas ligadas a projectos destes praticam roubalheiras para alimentarem luxos e vícios. Felizmente que ainda há muitas pessoas sérias em cargos de gestão cumprindo honradamente as missões que lhes estão confiadas. Sinceramente defendo que não devemos tomar a nuvem por Juno. Nem todos e todas, nesta Terra de Santa Maria, são Espíritos Santo, Donas Brancas, Alves dos Reis ou Paulas Brito e Costa. Ou será que esquemas destes, vigarices destas, ilegalidades iguais ou piores, são raríssimas ou, meu Deus, que alguém nos acuda, são muitíssimas, variadíssimas e desavergonhadíssimas?!!?

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One thought on “Muitíssimas, Variadíssimas e Desavergonhadíssimas

  1. Cristina Coutinho December 18, 2017 / 10:40 am

    Conseguiste terminar!

    Boa; e boas e actuais notícias. Onde arranjas as fotos?

    Parabéns! merci.

    No dia 17 de dezembro de 2017 às 15:42, TRIBUNA DO DIABO escreveu:

    > tribunadodiabo posted: “por Bernardo Silveira de Alvarenga Lembram-se das > viagens-fantasma desavergonhadamente praticadas pelos nossos amados, > adorados e mui respeitados deputados do Paralamento que temos para meterem > umas patacas ao bolso? Lembram-se da Dona Branca? A “Banquei” >

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